Aviso aos viajantes

Se você chegou até aqui é porque muito provavelmente se perdeu uns dois links atrás, pegou a mão errada na rotatória do Google e agora é a hora de fazer o caminho de volta, tomando cuidado com o desvio do espantalho.

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Se nesse mundo véio sem porteira, você ainda está aqui, no Deserto de Moviagem, cabe alguns esclarecimentos.

Esse é um “weblog” (até fiquei impressionado por ainda existir isso nas periferias da rede), que procura funcionar mais ou menos próximo de como seria um exercício de “journaling RPG”.

O "Journaling RPG" (ou "RPG de diário", em português) é um tipo de jogo de interpretação de papéis (RPG) focado na escrita introspectiva e narrativa, onde você joga escrevendo entradas de diário a partir da perspectiva de um personagem — que pode ser fictício ou até uma versão de você mesmo. Porém, como disse antes, o “mais ou menos” se deve porque não sei se pretendo escrever na perspectiva de um personagem.

A ideia é mais fazer um registro das experimentações em RPG Solo, uma modalidade desse jogo de interpretação de papéis onde um único jogador assume todos os papéis normalmente divididos entre vários participantes, incluindo o mestre do jogo (ou narrador) e os personagens jogadores, sem a necessidade de um grupo.

Embora tenha começado a jogar RPG lá por idos de 1994, e entre muitas idas e vindas no hobby, o RPG Solo apenas caiu no meu colo há um ano atrás, quando errei uma curva e cheguei no site Coisinha Verde, dali rapidamente cheguei no Solosfera RPG do Titi Diéfersom e descobri o RPG NÔMADES de Marcelo Collar.

Até então, RPG Solo para mim eram aqueles Livros-Jogos da série “Aventuras Fantásticas” ou eram as “aventuras-solo” que encontrávamos nas antigas revistas sobre o tema, como a Dragão Brasil e a Só Aventuras. Sempre acompanhei à distância algumas produções alternativas de RPG brasileiros, tenho até hoje uns PDFs guardados do que coletei na Internet nos últimos, sei lá, 20 anos, mas o fato de ter total controle sobre a narrativa, os personagens, o desenrolar da história e ainda arrumar espaço para testar umas regras caseiras (homebrews), era uma ideia muito boa para ficar apenas como um observador distante.

Ainda demorou um pouco até eu conseguir começar, lia coisas novas sempre que podia e até assistia uns vídeos para entender melhor – vídeos não é muito a minha praia. Aproveitei para botar “pilha” em um grande amigo meu que também estava por fora do que era RPG Solo e... bem, esse blog é praticamente uma ideia dele, uma forma de mantermos contato mesmo estando à mais de 10 mil km de distância – sim, eu medi no Maps –, a quem espero ter a honra de compartilhar esse espaço.

Então se você chegou até aqui, talvez esse site não te faça qualquer sentido, mas espero que ajude alguém que como eu, um dia enquanto procurava um substituto para o “The Trove” (entendedores, entenderão), errou uma curva, entrou em uma contramão e gostou bastante da viagem, do que viu e descobriu.

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